9 de maio de 2021

Bayern de Munique 1971-1972 Campeão Alemão




Defesa: 1.Maier, 2.Hansen (dinamarquês), 4.Schwarzenbeck, 5.Beckenbauer e 3.Breitner;

Meio-Campo:

6.Roth, 8.Zobel e 10.Hoeneß;

Ataque:

7.Krauthausen, 9.Gerd Müller e 11.Hoffman

Técnico: Udo Lattek

Antes de brilharem na Copa do Mundo de 1974 superando heroicamente o Carrossel Holandês, o goleiro Sepp Maier, os zagueiros Hans-Georg Schwarzenbeck e Franz Beckenbauer, o lateral-esquerdo Paul Breitner, o meia Uli Höeness e o centroavante Gerd Müller levantaram o troféu da Bundesliga na temporada 1971-1972.


Destaques da Seleção Alemã, os craques do Bayern já mostravam entrosamento e espírito de campeões no início da década. Sob o comando do técnico Udo Lattek o esquadrão da cidade de Munique praticava um futebol altamente ofensivo, a ponto de estufar a rede 101 vezes nas 34 partidas disputadas na competição, e sólido defensivamente sofrendo apenas 3 derrotas.


Na chuva de gols dos bávaros um resultado chama a atenção, jogando no Grünwalder Stadion no dia 27 de novembro de 1971, o FC Bayern aplica um histórico 11 x 1 no limitado Borussia Dortmund, que acaba rebaixado para a Segunda Divisão ao final do campeonato nacional ao lado do Arminia Bielefeld.


Autor de 4 gols no placar elástico contra o Borussia, o atacante Müller se torna o líder da artilharia marcando 40 em 34 jogos, marca jamais superada no Campeonato Alemão, quase o dobro dos concorrentes mais próximos, Klaus Fischer (Schalke 04) e Hans Walitza (VfL Bochum), ambos com 22 naquela temporada.


Na última rodada, realizada no dia 28 de junho de 1972, para variar, um 5 x 1 no Fußball-Club Schalke 04 sacramenta o título deixando o time vermelho e branco com 3 pontos à frente do adversário da cidade de Gelsenkirchen. Foi a 24ª vitória de uma campanha avassaladora, para orgulho da torcida da Baviera.

Cruzeiro 1966 - Campeão Brasileiro (Taça Brasil)




Defesa: 1.Raul; 4.Pedro Paulo, 2.William, 3.Procópio e 6.Neco;

Meio-Campo:

5.Piazza e 10.Dirceu Lopes

Ataque:

7.Natal, 8.Tostão, 9.Evaldo e 11.Hilton Oliveira


Técnico: Airton Moreira

Entre 1961 e 1965 a Taça Brasil foi para o mesmo endereço: a Vila Belmiro. Foram cinco títulos seguidos conquistados pelo Santos Futebol Clube em sete edições da competição nacional. Superar o Peixe tornou-se uma tarefa ingrata naquele período, seria preciso uma constelação de craques brilhando intensamente para quebrar a sequência.

Então surge no cenário do futebol brasileiro o jovem time do Cruzeiro, cheio de velocidade e categoria, praticando um futebol altamente ofensivo e revelando Raul, Piazza, Natal, Dirceu Lopes e Tostão. Bicampeões estaduais, era chegada a hora de brilhar suficientemente para ofuscar Pelé, Gilmar, Carlos Alberto, Zito, Pepe e outras estrelas santistas, e faturar a taça e o reconhecimento do país.


O primeiro passo na luta por essa conquista ocorreu na cidade carioca de Campos com um 4 x 0 diante do Americano, em seguida um 6 x 1 no Mineirão garantiu presença nas Quartas de Final. Nessa fase, disputada com o Grêmio, um 0 x 0 em Porto Alegre e um 2 x 1 em Minas levaram o esquadrão de Belo Horizonte às Semifinais. Com vitórias de 1 x 0 em casa e 3 x 1 no Maracanã contra o Fluminense, era chegada a hora da verdade.


Havia amplo favoritismo do Santos para a conquista da sexta Taça Brasil consecutiva, mas o Cruzeiro não tomou conhecimento disso. No primeiro jogo da decisão, realizado no Mineirão no dia 30 de novembro, uma vitória de 6 x 2 mudou as expectativas. Os meninos sobraram em campo diante dos experientes alvinegros. O jogo de volta, em São Paulo, seria realizado uma semana depois, para confirmar a força da equipe cruzeirense.

E o capítulo final foi escrito no Pacaembu, na noite de 7 de dezembro. O Santos até ensaiou dar o troco chegando a fazer 2 x 0 ainda no primeiro tempo, mas Tostão, Dirceu Lopes e Natal, iluminados, viraram para 3 x 2 na segunda etapa. Surgia ali a constelação de brilho intenso, capaz de superar a magnitude do Santos bicampeão mundial. Cruzeiro Campeão. A Taça Brasil finalmente mudava de endereço.

Portuguesa de Desportos 1980




Defesa: 1.Everton; 6.Joãozinho, 3.Duílio, 2.Daniel González (uruguaio) e 4.Fantick;

Meio-Campo: 5.Zé Mário, 8.Wilson Carrasco e 9.Danival;

Ataque:

7.Toquinho, 10.Enéas e 11.Pita

Técnico: Mário Travaglini

Entre os grandes esquadrões que a Associação Portuguesa de Desportos colocou em campo, embora não tenha conquistado tantos títulos na sua história, merece destaque a formação do ano de 1980, dona da melhor campanha do 1º Turno do Campeonato Paulista, mas superada pelo Santos na Final dessa fase, conforme regulamento da época.


O rubro-verde daquele ano tinha o privilégio de contar com uma dupla de zaga composta por Duílio (que chegou do Coritiba e depois levantou várias taças atuando pelo Fluminense) e o saudoso uruguaio Daniel González (1953-1985), que em seguida passou pelo Corinthians e Vasco da Gama.

8 de maio de 2021

Boca Juniors 1981 - Campeão Torneio Metropolitano



Defesa: 1.Gatti, 4.Pernía, 2.Passucci, 6.Mouzo e 3.Córdoba;

Meio-Campo:

5.Alves, 8.Quiroz e 10.Maradona;

Ataque:

7.Escudero, 9.Brindisi e 11.Perotti

Técnico: Silvio Marzolini

Acima, escalação do jogo contra o Huracan, válido pela Terceira Rodada da competição no dia 8 de março de 1981. Escudero aos 3 e Brindisi aos 45 minutos do segundo tempo marcaram os gols da vitória fora de casa por 2 x 0.

Para superar o Club Ferro Carril Oeste na tabela e chegar em primeiro no Torneio Metropolitano o Boca Juniors contou com a experiência do goleiro Hugo Gatti e do zagueiro Roberto Mouzo e de reforços como o atacante Miguel Angel Brindisi e, principalmente, Diego Armando Maradona.


Enquanto a diferença na pontuação foi mínima, em campo El 10 desequilibrava e garantia a cada jogo do Metropolitano um festival de dribles desconcertantes, gols antológicos e passes decisivos. Diego marcou 17 vezes, se tornando o artilheiro do Torneio a exemplo do ano anterior, quando foi vice-campeão defendendo o Argentinos Juniors.


Mas foi somente na antepenúltima rodada que o time se desgarrou ao vencer por 1 x 0 seu concorrente direto no Estádio La Bombonera. No confronto contra o Ferro Carril, pela 32ª rodada, o ponta-esquerda Hugo Osmar Perotti balançou a rede aos 35 minutos da segunda etapa após receber lançamento em profundidade de Maradona.


Àquela altura, sem poder ser alcançado, o Boca consolidou o título. Na 34ª e última rodada o empate em 1 x 1 contra o Racing Club levou a equipe a 50 pontos. Com o 3 x 0 sobre sobre o Platense, o Ferro chegou a apenas 49. Após 20 vitórias, 10 empates e 4 derrotas a festa dos Xeneizes estava completa.

Grêmio 1981 - Campeão Brasileiro (Taça de Ouro)




Defesa:
1.Leão; 2.Paulo Roberto, 3.Newmar, 6.De León (uruguaio) e 4.Casemiro;

Meio-Campo:

5.China, 8.Paulo Isidoro e 10.Vilson Tadei

Ataque:

7.Tarciso, 9.Baltazar e 11.Odair


Técnico: Ênio Andrade

São decorridos quase vinte minutos do segundo tempo, a bola surge do alto e quica, cheia de efeito, dentro do círculo do meio de campo do Morumbi. Na briga pelo domínio estão Renato e Paulo Isidoro. O meia gremista esbanja categoria e leva a melhor sobre o meia são-paulino, iniciando mais um ataque. Ele clareia o lance e passa calmamente para Paulo Roberto, o lateral pouco avança, e quase depois da linha que divide o gramado faz um cruzamento longo da direita, a bola viaja até invadir a área adversária pelo alto.

Na sequência do lance Renato Sá sobe mais que Getúlio e ajeita com um toque de cabeça para fora da área. O esforço do camisa 14 para alcançar a bola rende um belo passe. Quem recebe, aparando no peito com estilo é Baltazar, com mais estilo ainda o centroavante acerta um incrível chute de trivela com o pé direito no ângulo esquerdo de Waldir Peres. Em seguida, o "Artilheiro de Deus" sai em disparada e ergue os punhos cerrados para o céu, agradecendo pelo golaço, pela obra divina.


O gol marcado pouco antes dos vinte minutos do segundo tempo foi o único da finalíssima em que o Grêmio bateu o São Paulo no dia 3 de maio de 1981. O Tricolor Gaúcho já havia mostrado sua força alguns dias antes no jogo de ida realizado no Estádio Olímpico, no dia 30 de abril, quando também venceu, virando o jogo para para 2 x 1. Em Porto Alegre e em São Paulo o time comandado pelo experiente técnico Ênio Andrade se impôs para alcançar o primeiro Campeonato Brasileiro da sua história.


Além do camisa 9 Baltazar, se destacavam no esquadrão campeão o goleiro Leão, o zagueiro uruguaio De León e o meia Paulo Isidoro. Em 23 jogos a equipe porto-alegrense venceu 14 vezes, empatou 2, e perdeu 7, curiosamente marcou quatro pontos a menos que o Tricolor Paulista na classificação final, mas mostrou competência nos duelos decisivos, superando um grande adversário em duas oportunidades.

Barcelona 2005-2006 - Campeão Champions League

 



Defesa :1.Victor Valdés, 23..Oleguer, 5.Puyol, 4.Rafa Márquez (MEX) e 12.Van Bronckhorst (HOL); Meio-Campo: 15.Edmilson (BRA), 17.Van Bommel (HOL), 20.Deco (BRA) e 8.Giuly (FRA); Ataque: 10.Ronaldinho Gaúcho (BRA) e 9.Eto'o (CAM) Técnico: Frank Rijkaard (HOL)

Campeão da Liga Espanhola 2005-2006 com 12 pontos à frente do Real Madrid, o Barcelona chegou a Paris com ares de favorito para a disputa da final da Liga dos Campeões contra o Arsenal, no Stade de France. Apesar da inegável força do conjunto da equipe treinada pelo holandês Frank Rijkaard, era dos pés de Ronaldinho Gaúcho que sempre se esperava a diferença.

Apesar de Ronaldinho e do natural favoritismo, foi o zagueiro Campbell, do time inglês, que abriu o marcador aos 37 minutos do primeiro tempo, resultado mantido até os 31 do segundo tempo, quando o atacante Eto'o empatou para o Barça. Cinco minutos depois, aos 36, coube a Belletti marcar o gol do título e consolidar a superioridade do time azul e grená. O lateral-direito brasileiro saiu do banco para substituir Oleguer e entrar para a história.

Como se não bastasse a qualidade técnica e os espetáculos individuais de Ronaldinho na equipe principal, o esquadrão catalão tinha entre os suplentes um trio que nas temporadas seguintes escreveria muitos outros episódios vitoriosos no clube. Dá pra imaginar Xavi, Iniesta e Messi como opções para entrada durante uma partida? Difícil não faturar a Champions com esse arsenal de craques.