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| Falso ponta, falso 9... mas futebol verdadeiro |
Em janeiro de 1981, a Seleção Brasileira comandada pelo saudoso treinador Telê Santana disputa a Copa de Oro, realizada no Uruguai. O time-base, que brilha no Mundial da Espanha no ano seguinte, começa a se desenhar. Com algumas variações diante das ausências de Zico e Reinaldo, contundidos, Tita, veste a camisa 7 mas atua como meia enquanto Sócrates, com a 9, faz o papel de centroavante.
Em seu primeiro jogo, a Seleção desfalcada de Zico e Reinaldo empata em 1x1 com a Argentina no dia 4 de janeiro, Maradona abre o placar com a sua temível canhota aos 30 minutos do primeiro tempo, mas o lateral-direito Edevaldo enche o pé em uma sobra de bola dentro da área para igualar aos 2 da segunda etapa. A Alemanha Ocidental, com o craque Karl-Heiz Rummenigge, é o próximo desafio.
Após primeiro tempo equilibrado, o Brasil deslancha e vence a Alemanha Ocidental com um animador 4x1 no dia 7 de janeiro. Curiosamente, todos os cinco gols saem somente na segunda etapa. O alemão Allofs faz o primeiro. Junior cobrando falta, Cerezo, Serginho e Zé Sérgio balançam a rede e fazem a festa na bela exibição do selecionado brasileiro. Agora a parada é contra os uruguaios na finalíssima.
A final acontece no dia 10 de janeiro no Estádio Centenário de Montevidéu, mesmo palco onde todas as partidas são disputadas durante o torneio. A forte equipe Celeste sai na frente logo aos 5 minutos de jogo com Barrios, Sócrates empata aos 17 cobrando pênalti. O centroavante Victorino coloca novamente o Uruguai à frente ainda no primeiro tempo, aos 30 minutos. No fim das contas não deu para o Brasil, mas não foi por falta de bom futebol.
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Arte e texto: Moisés Correia


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