Cruzeiro 1966

Campeão Brasileiro (Taça Brasil)

“...Surge no cenário do futebol brasileiro o jovem time do Cruzeiro, cheio de velocidade e categoria, praticando um futebol altamente ofensivo e revelando Raul, Piazza, Natal, Dirceu Lopes e Tostão".

Defesa:

1.Raul; 4.Pedro Paulo, 2.William, 3.Procópio e 6.Neco;

Meio-Campo:

5.Piazza e 10.Dirceu Lopes

Ataque:

7.Natal, 8.Tostão, 9.Evaldo e 11.Hilton Oliveira


Técnico: Airton Moreira

Entre 1961 e 1965 a Taça Brasil foi para o mesmo endereço: a Vila Belmiro. Foram cinco títulos seguidos conquistados pelo Santos Futebol Clube em sete edições da competição nacional. Superar o Peixe tornou-se uma tarefa ingrata naquele período, seria preciso uma constelação de craques brilhando intensamente para quebrar a sequência.

Então surge no cenário do futebol brasileiro o jovem time do Cruzeiro, cheio de velocidade e categoria, praticando um futebol altamente ofensivo e revelando Raul, Piazza, Natal, Dirceu Lopes e Tostão. Bicampeões estaduais, era chegada a hora de brilhar suficientemente para ofuscar Pelé, Gilmar, Carlos Alberto, Zito, Pepe e outras estrelas santistas, e faturar a taça e o reconhecimento do país.


O primeiro passo na luta por essa conquista ocorreu na cidade carioca de Campos com um 4 x 0 diante do Americano, em seguida um 6 x 1 no Mineirão garantiu presença nas Quartas de Final. Nessa fase, disputada com o Grêmio, um 0 x 0 em Porto Alegre e um 2 x 1 em Minas levaram o esquadrão de Belo Horizonte às Semifinais. Com vitórias de 1 x 0 em casa e 3 x 1 no Maracanã contra o Fluminense, era chegada a hora da verdade.


Havia amplo favoritismo do Santos para a conquista da sexta Taça Brasil consecutiva, mas o Cruzeiro não tomou conhecimento disso. No primeiro jogo da decisão, realizado no Mineirão no dia 30 de novembro, uma vitória de 6 x 2 mudou as expectativas. Os meninos sobraram em campo diante dos experientes alvinegros. O jogo de volta, em São Paulo, seria realizado uma semana depois, para confirmar a força da equipe cruzeirense.

E o capítulo final foi escrito no Pacaembu, na noite de 7 de dezembro. O Santos até ensaiou dar o troco chegando a fazer 2 x 0 ainda no primeiro tempo, mas Tostão, Dirceu Lopes e Natal, iluminados, viraram para 3 x 2 na segunda etapa. Surgia ali a constelação de brilho intenso, capaz de superar a magnitude do Santos bicampeão mundial. Cruzeiro Campeão. A Taça Brasil finalmente mudava de endereço.

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