• Moisés Correia

Corinthians 1982

Campeão Paulista


Aquela tarde de 12 de dezembro de 1982, emblemática, representa a força de um grupo que pregava a união dentro e fora de campo.

Defesa:

1.Solito, 2.Alfinete, 3.Mauro, 6.Daniel González (URU) e 4.Wladimir;

Meio-Campo:

5.Paulinho, 11.Biro-Biro, 10.Zenon e 8.Sócrates;

Ataque:

7.Ataliba e 9.Casagrande.

Técnico: Mário Travaglini

Aos 41 minutos do segundo tempo Ataliba abre pela direita do ataque e recebe passe de Sócrates. Com um drible de corpo o camisa 7 do Timão deixa o meia Everton e o lateral-esquerdo Marinho Chagas desnorteados. O ponta avança e passa para Casagrande livre dentro da grande área, o atacante domina e bate com categoria no canto direito de Waldir Peres, marcando seu 28º gol na competição da qual se tornou o artilheiro. Corinthians 3 x 1 São Paulo, e o Campeonato Paulista tem um novo campeão.


Aquela tarde de 12 de dezembro de 1982, emblemática, representa a força de um grupo que pregava a união dentro e fora de campo. O título paulista foi consequência do bom futebol e da liberdade como lema em uma nova fase do clube. Em seu elenco, o Timão contava com Sócrates, o lateral-esquerdo Wladimir, o meia Zenon, o centroavante Casagrande e o veterano lateral-direito Zé Maria, reserva na Seleção Brasileira de 1970. Destaque também para o volante Biro-Biro, que vestiu a camisa 11 na final, jogando como um coringa e marcando dois gols.


Democracia Corinthiana, um título à parte


Motivados pelas ideias propostas pelo diretor de futebol Adilson Monteiro Alves no início dos anos 1980, os jogadores aderiram ao movimento denominado Democracia Corinthiana, que representava a luta contra a Ditadura Militar. Ninguém melhor para definir esses ideais de igualdade de direitos que o Sócrates, liderança influente entre os companheiros de equipe: "Eu tinha o mesmo peso do terceiro goleiro, tinha o mesmo peso que o cara que limpava minha chuteira e tinha o mesmo peso que o diretor do clube", afirmava o Doutor.


Independente da função exercida dentro do clube, o voto estava ao alcance de todos. Desse modo, decisões como contratações, divisão de gratificações e regras internas eram estabelecidas através de amplo diálogo. Entre essas decisões, a extinção da obrigatoriedade da concentração dos jogadores. Embora passageira, e contestada por uma parte do grupo, essa filosofia nas relações de trabalho deu novos ares ao time paulista, e essa liberdade muitas vezes se refletiu no gramado, com futebol bem jogado e solidário, que rendeu dois títulos estaduais.

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