• Moisés Correia

Botafogo 1962

Se estivesse vivo, Manoel Francisco dos Santos estaria com 87 anos, e com ele uma lenda da bola chamada Garrincha, simplesmente o maior ponta-direita que o mundo já viu. Botões & Esquadrões bate palmas para Mané, apresentando o gênio do drible no timaço do Botafogo de 1962 para decorar seus botões.


“Ao lado de monstros sagrados como Nilton Santos, Didi, Amarildo e Zagalo, Garrincha brilhou intensamente com a camisa do Alvinegro”.

Defesa

1.Manga

2.Paulisitinha, 3.Zé Maria, 6.Nilton Santos e 4.Rildo; Meio-Campo

5.Ayrton e 8.Didi;

Ataque

7.Garrincha, 10.Amarildo, 9.Quarentinha e 11.Zagalo Técnico: Marinho Rodrigues

"Também chamado carinhosamente “anjo das pernas tortas”, Garrincha foi  sem dúvida um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos. Com habilidade fora do comum, encantava a todos com seus dribles cheios de efeito. Pelo Botafogo, conquistou os campeonatos cariocas de 1957, 1961 e 1962, o Rio São Paulo em 1962 e 1964 e vários torneios amistosos no exterior Para desespero ainda maior dos seus marcadores, Garrincha os batizava com um desmoralizante “João”, e foram muitos “joões” pelo mundo afora tentando desvendar a lógica dos movimentos de Mané. Por essas e outras, era constantemente “caçado” em campo pelos adversários, e passou a ter problemas crônicos nos joelhos, tomando infiltrações para poder atuar, o que agravou sua condição física., comprometendo sua carreira. Pela Seleção Brasileira, fez uma boa Copa do Mundo em 1958 entrando no time junto com Pelé, mas o seu auge foi na Copa seguinte, em 1962, no Chile. Com o Rei contundido, assumiu para si a responsabilidade de conduzir o time com maestria, tornando-se peça fundamental na conquista do bicampeonato mundial. Em sua última Copa, em 1966 na Inglaterra, ele já era sombra do que tinha sido no passado, e sucumbiu junto com a equipe.

Após deixar o Botafogo em 1965, passou por diversos clubes sem nunca repetir os feitos do passado, chegou a gerar esperança nos torcedores principalmente do Corinthians e Flamengo, que lotavam os estádios para o ver em ação, mas infelizmente eram raros os lances espetaculares e gols daquele que era considerado “Alegria do Povo”

Faleceu com apenas 49 anos em 29 de janeiro de 1983 devido a cirrose hepática em decorrência do alcoolismo, mal que o acompanhava desde os últimos anos de Botafogo, mas as atuações empolgantes desse jogador único, que deixou uma saudade desconcertante no mundo do futebol com seus dribles improváveis, vai durar para sempre." Texto: Albertino Viveiros Botões & Esquadrões é uma homenagem a equipes que marcaram época no futebol brasileiro e mundial.

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