Bahia 1959

Campeão Brasileiro (Taça Brasil)

“O melhor time que tinha naquele ano era o Bahia, tinha uma defesa boa, tinha um meio-campo formidável...eu era uma cobra criada, viu? Jogava uma enormidade, eles que deviam se preocupar comigo"

Léo Briglia, durante entrevista ao Esporte Espetacular, em 2013.


Defesa:

1.Nadinho, 2.Leone, 3.Henrique, 4.Vicente e 6.Beto; Meio-Campo: 5.Flávio e 10.Bombeiro; Ataque: 7.Marito, 8.Alencar, 9.Léo e 11.Biriba. Técnico: Geninho

Formação do Bahia na vitória de 3x2 contra o Santos, em partida realizada na Vila Belmiro no dia 10 de dezembro de 1959.


Para derrotar o Santos de Pelé em uma finalíssima só mesmo um Esquadrão de Aço, uma equipe com super poder de decisão, e foi assim que o Bahia encarou o Alvinegro da Vila Belmiro no Maracanã, no dia 29 de março de 1960, na última partida da primeira edição da Taça Brasil. Além do reconhecimento nacional, o clube ganhou também o direito de ser o primeiro representante do país a disputar a Taça Libertadores, realizada no ano seguinte.

Após uma vitória sobre o Peixe por 3x2 na primeira partida das finais, jogando fora de casa, e uma derrota por 2x0 na Fonte Nova no segundo encontro, o Tricolor baiano superou nada menos que uma das melhores equipes do Brasil, que anos depois se tornaria bicampeã mundial (1962-1963). Vicente, Léo e Alencar construíram o placar de 3 x 1, que valeu um título surpreendente, uma das maiores referências da história de um time de raça e tradição.


O centroavante Léo Briglia (29/08/1928 - 25/02/2016) foi o artilheiro do campeonato com 8 gols. Segundo o jogador, em entrevista ao programa Esporte Espetacular da Rede Globo no ano de 2013, "O melhor time que tinha naquele ano era o Bahia, tinha uma defesa boa, tinha um meio-campo formidável...eu era uma cobra criada, viu? Jogava uma enormidade, eles que deviam se preocupar comigo", afirmou sorridente durante entrevista ao programa de TV Esporte Espetacular, em 2013.

A ausência de Pelé no jogo de desempate não diminuiu a dificuldade do time baiano, vale lembrar que Mauro, Zito, Pagão e Pepe estavam em campo, peças fundamentais da equipe santista. Em 14 jogos, o Bahia venceu 9 , empatou 2 e perdeu 3. O ataque balançou a rede 25 vezes e a defesa teve sua meta vazada em 18 oportunidades durante a campanha, números suficientes para garantir a taça e o respeito dos grandes esquadrões do Brasil.

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